O experimento que deveria provar a esfera produz o resultado contrário.
Uma reconstrução visual usando os dados apresentados no próprio vídeo: 28 km de distância, câmera abaixo de 1 metro, carregadores de navio com 62 metros e quase 80% da estrutura aparentemente visível.
Nenhum dado foi “ajustado” para favorecer a crítica.
A página assume como verdade os elementos mostrados e afirmados no vídeo. A altura de 1 metro é inclusive conservadora, porque a imagem do tripé indica a câmera ainda mais baixa.
Câmera posicionada junto à arrebentação, com água atingindo os pés do tripé.
Altura informada para os carregadores de navio do Porto de Tubarão.
Distância indicada entre a Praia da Ponta da Fruta e os equipamentos observados.
Raio médio usado no cálculo geométrico esférico, inicialmente sem refração extraordinária.
Horizonte do observador: √(2Rh) ≈ 3,57 km
Distância além do horizonte: 28 − 3,57 = 24,43 km
Ocultação: d²/(2R) ≈ 46,8 m
de ocultação esperada na base, sem refração extraordinária.
O modelo prevê cerca de um quarto visível. A imagem mostra perto de quatro quintos.
Com 62 metros de altura, uma ocultação de aproximadamente 46,8 metros deixaria somente 15,2 metros acima do horizonte. A captura distante mostra uma porção vertical muito maior.
Previsão do modelo sem refração extraordinária
Aparência aproximada da imagem a 28 km
A câmera não estava elevada.
A fotografia mostra o tripé dentro da zona de arrebentação. Usar 1 metro já favorece a previsão esférica; uma câmera mais baixa aumentaria a ocultação calculada.
Entre 15 km e 28 km deveria desaparecer uma grande parte adicional.
No entanto, a montagem mostra principalmente perda de nitidez, contraste e estabilidade atmosférica. A redução vertical aparente é muito menor que a prevista pela geometria simples.
Quase toda a estrutura deve permanecer visível. A imagem é compatível com isso.
Uma parcela menor deveria ser ocultada. Ainda se vê praticamente a estrutura inteira.
O cálculo prevê apenas cerca de 24% visível, mas a imagem sugere algo próximo de 70%–80%.
Refração comum não fecha a conta.
Uma correção atmosférica padrão reduz a ocultação, mas ainda deixa uma parcela muito maior escondida do que aparece na imagem. Para aproximar o resultado observado seria necessário assumir super-refração forte, com fator de raio efetivo em torno de 3 ou mais, sustentada por grande parte dos 28 km.
Ocultação calculada com câmera a 1 m.
Ainda deixaria perto da metade do equipamento escondida.
Ocultação aparente ao assumir aproximadamente 78% visível.
Super-refração intensa, que precisaria ser demonstrada e quantificada.
Este experimento vai contra o modelo que pretende defender.
Tomando como verdade os dados mostrados no vídeo — 28 km, câmera abaixo de 1 metro e equipamento de 62 metros — a geometria esférica simples prevê que mais de três quartos da estrutura fiquem ocultos. A imagem mostra justamente o contrário: uma parcela majoritária continua visível.
Portanto, o experimento não serve como evidência favorável ao modelo esférico apresentado. Pelos próprios números divulgados, ele produz uma observação incompatível com a previsão sem uma hipótese adicional de refração extraordinária. Como essa refração não é medida nem demonstrada, invocá-la depois do resultado não transforma o vídeo em prova.
Isso não prova automaticamente outro formato para a Terra. Prova apenas que, como demonstração da esfera, este experimento é metodologicamente um tiro no pé.